Por que escrevo?

Eu acabei de fazer um texto cujo título é “a arte in grata de escrever”. Salvei-o no meu notebook, dei um ctrl+c e copiei-o para o meu blog. Já até escolhi a foto para ilustrar o texto: uma máquina de escrever velha. Aí veio-me à mente a seguinte pergunta: por que eu escrevo?

O teor do “a arte in grata de escrever” é um desabafo, uma crise acho que de qualquer escritor. Porém, em vez de eu colocar esse lado negativo, resolvi destacar o lado que penso ser o positivo.

Escrever nunca foi e talvez nunca será uma tarefa fácil. Tanto para outros autores, quanto para mim. Escrever talvez seja a maior responsabilidade que pode existir pois é através de livros que pessoas são educadas, transformadas, tocadas.

Posso pegar um simples exemplo de uma conversa que tive semana passada com uma pessoa. Ela disse que estava lendo um autor – que é muito vendido, mas muitas vezes criticado – e que ele tinha aberto os seus olhos como ela talvez nunca abrisse se não o lesse.

É simplesmente isso que a leitura faz. Ele abre as possibilidades. Ela transforma. Ela educa. Ela toca.

Esse ou esses pontos citados acima são os motivos pelos quais eu insisto em escrever. Talvez o livro mais antigo que eu já tenha lido seja a bíblia. Mas posso te entregar outro exemplo: gosto do Fiodor Dostoievski, um autor russo que viveu no século XIX. E o texto dele parece ser tão atual como se estivesse sendo escrito hoje.

Mas minha pretensão não é que meus textos cheguem no século XXIII tão atuais como são hoje. A minha pretensão é que, mesmo a minha escrita não conseguindo atravessar dois séculos, que ela possa transformar um olhar de uma pessoa nos dias de hoje. É por isso que eu escrevo.

Por isso eu insisto em escrever. Tocar e transformar uma pessoa é bem interessante. Saber (ou a maioria das vezes não saber) que eu consegui atingir uma mudança em alguém não tem preço.

Por mais que a minha escrita atinja poucas pessoas, se ela transformar pessoas, ela é válida! O mais importante para mim é que a minha face está nas entrelinhas dessas milhares de linhas que já escrevi e que estão aí disponíveis na internet e fora dela.

Escrevo, logo existo, e por isso eu escrevo. Existo nas linhas dos meus textos. Existo nas pessoas que leram o meu texto e não gostaram do que leram. Existo nas pessoas que leram o meu texto e gostaram do que leram. Existo principalmente nas pessoas que leram o meu texto, foram tocadas e de alguma maneira tiveram a mente transformada e começaram a agir de outra maneira porque as minhas linhas atingiram algum lugar no seu interior. Por isso eu escrevo.

E, por mais que eu conheça pouco aqueles a quem eu atinjo, eu continuo querendo atingi-los.

Em quase quinhentas palavras esta é a razão pela qual eu escrevo.

Queria ressaltar o seguinte acontecimento, aqui talvez caberia um post scriptum, pois em junho do ano corrente, a saber, 2017, meu site sofreu um ataque hacker e perdi todo o meu conteúdo. Este aqui é um recomeço nessa caminhada de produção de conteúdo.

Com o advento das redes sociais tem sido cada vez mais difícil manter um site bem alimentado e atualizado. Mas como as redes sociais são um ambiente hostil, principalmente quando coloca-se o contexto a nível de Brasil, manter este blog sob meu domínio, tornando-me dono do meu próprio espaço e “restringindo” assim o acesso das pessoas, fica-se mais compreensível e o trabalho mais focal, afinal de contas só virá aqui quem tiver o interesse sobre o conteúdo.

Então espero que você aproveite!

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