Pare de stalkear o seu ex, pare de viver de migalhas

Tolerância zero é uma tática que tenho utilizado muito e que é bastante adequada para superar vícios, mas também para superar relacionamentos.

Muitas pessoas terminam um relacionamento fisicamente, entretanto não conseguem desligar-se emocionalmente mesmo com o passar do tempo. O desligamento emocional dá-se, a maioria das vezes, de maneira mais lenta. Não é regra, dependendo de como foi o término da relação, esse desligamento emocional pode ser rápido. Mas como disse, na maioria dos casos existe um delay até a pessoa conseguir desconectar-se.

Isso acontece por algumas razões dentre as quais o hábito de se estar com a outra pessoa, as lembranças tanto dos momentos bons como também dos ruins, o costume, a dependência, os lugares em comum, as coisas compartilhadas e a rotina. Todos esses fatores contribuem para dificultar a desconexão do relacionamento.

E, preciso ressaltar aqui, nos tempos de conexão virtual, há que se levar em conta um ato agravante chamado popularmente de stalkear. Para quem não está familiarizado com o termo, stalkear vem do inglês que significa literalmente perseguidor (stalker), que muitas vezes é romanceado para alguém que espiona a vida e as atividades de um terceiro através das redes sociais.

Essa prática tem se tornado bastante comum em pessoas que terminam os seus relacionamentos. É uma maneira de viver de migalhas, pois quem stalkeia vive apenas daquilo que é compartilhado nas redes sem a existência de uma conexão real com o ex companheiro.

Não viva de migalhas!

A pessoa se contenta com as sobras expostas através das redes sociais e a consequência é ficar presa a esse tipo de ligação que é uma sobrevida ao relacionamento. Esse tipo de pessoa, que vive das migalhas da perseguição é um zumbi emocional: não está vivo, mas também não está morto. Esse estágio de “the walking dead” emocional é prejudicial.

Coloque um ponto final nessa conexão emocional. Infelizmente, a conexão com a web facilita a arte degradante de stalkear e dá ânimo a esse estado de sobrevida e, como um viciado, em vez da pessoa continuar avançando no trabalho de superação do término do relacionamento, acaba caindo, cedendo ao desejo de olhar como o ex está.

O perigo ao olhar é que apenas adia a superação do término do relacionamento. É como se fosse um pequeno alimento que mantém vivo a conexão emocional. Stalkear é uma das piores coisas a se fazer no que diz respeito ao término de relacionamento.

Você só conseguirá dar um ponto final em um relacionamento, se decidir cortar todo o tipo de migalha emocional que dê uma sobrevida e uma sensação de falsa esperança ou de não continuidade da vida.

A vida continua e stalkear paralisa a vida. Stalkear deixa a conexão emocional ativa. A vida é para frente, a vida não é para stalkear, principalmente aquilo que ficou no passado.

Othon Junior

psicoterapeuta

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